QUERO VIVER NO CALOR DO SEU CORAÇÃO E CHAMÁ-LO DE LAR

O nome do filme é PARA SEMPRE. Paige e Leo eram apaixonados e casados. Mas um acidente fez Paige perder a memória. Ela só se lembrava da vida antes de conhecer, se apaixonar e casar com Leo.  O filme mostra o desespero de Leo para ter sua querida esposa de volta. A frase acima fora dita por Paige nos votos do casamento. Ela ficava olhando o vídeo e achava estranho. Mas o fato é que aquele desejo a perseguia. E lá bem no fundo do coração dos dois havia essa confiança por inteiro: moravam um no coração do outro, haviam transformados os seus corações para que fossem o lar um do outro. Assim é o amor. O amor constrói ninhos em lugares que não imaginamos. E o melhor lugar para termos um ninho de amor é o coração da pessoa amada. Lá dentro estamos seguros. Sentimos o calor da vida e o pulsar da paixão. Sentimos a cumplicidade dos amantes e os sonhos dos guerreiros. Sentimos a força de um herói e a leveza de um pássaro. Quando amamos vivemos a cada dia esse desejo que, mesmo inconfessável, nos toma pela mão e nos leva de volta ao nosso lar. O lugar onde nos sentimos felizes para sempre! Rev. Luiz Longuini Neto.

 

NÃO HÁ AMOR SEM LIBERDADE

Visitando uma das casas de Pablo Neruda em Isla Negra no Chile, deparei-me com parte de um poema que ele escreveu para a sua amada Matilde, inscrito numa das paredes da casa: Não te prometo nada. Só prometo fazer com você o que a primavera faz com as cerejas”. A liturgia tradicional de casamento fazia com que os noivos prometessem muitas coisas. Promessas que escravizam. Quem ama não prende ou escraviza. Que tal se ao invés de promessas: desejos. O desejo nos faz voar nas asas tranquilas e fortes da liberdade. Desejar que o outro floresça como uma flor na primavera. O verdadeiro amor faz com que a pessoa que amamos torne-se livre e assim cresça, se emancipe, se realize. Como cantam Ivan Lins e Vitor Martins: “Quem me dera amor, quem me dera….te dar tudo, te dar companhia, te dar alegria…” Quem me dera amor….quem me dera….. te ver assim sorrindo, como entrastes na igreja….como uma rosa na primavera.

Pastor Longuini

TE AMO COMO SE AMAM CERTAS COISAS OBSCURAS ENTRE A SOMBRA E A ALMA

Essa declaração é de Pablo Neruda. O poeta do amor. O amor é uma espécie de milagre. Exatamente porque se revela assim: obscuro, entre sombras, na penumbra daquilo que temos de bem sagrado dentro de nós e quando não sabemos nomear o chamamos de desejo. O amor é o milagre do desejo. É assim que vejo o amor refletido nos olhos de todos os enamorados e apaixonados que tenho o privilégio de abençoar em lindas e emocionantes cerimônias de casamento. A luz brilhando nos olhos dizendo um ao outro a luz dos olhos meus precisa se casar. E então guardar para o depois esse milagre. E a possibilidade dessa revelação que virá a cada dia, não com a claridade de um dia ensolarado, mas com a penumbra do entardecer, nas sombras que entram pela janela e na escuridão da sala, aonde sobre a mesa brilha a chama de uma vela a nos dizer sempre: eu o amor, estou aqui esperando vocês.

Rev. Luiz Longuini Neto

NÃO CORRA ATRÁS DO AMOR

O sonho da minha vida era ter uma chácara no interior de São Paulo, em Jaú, na cidade aonde nasci. E tinha até um nome. Daria o nome de Rancho Cuitelinho (que é o outro nome do Beija Flor). Comprei a terra. Tenho o rancho. E pelo desejo do destino o nome é Rancho Helena. Homenagem à minha mãe. Mas como diz um amigo eu poderia colocar na placa: ex rancho cuitelinho. Logo que compramos tudo estava florido, havia muitos pássaros e todas as manhãs tinha beija-flor para nos alegrar. O tempo foi passando e como não residimos lá o tempo todo o rancho foi ficando meio descuidado. Os pássaros sumiram, o jardim ficou sem flores e o beija-flor amigo de todas as manhãs já não aparecia mais. Resolvemos então cuidar de tudo. Plantamos flores, adubamos, cuidamos do jardim. E tudo apareceu novamente. Flores, pássaros e beija-flor. Lembre-me do poeta do Alegrete, Mário Quintana: “Não é preciso correr atrás das borboletas, é só cuidar do jardim que as borboletas aparecem”. Não corram atrás do amor. Cuidem do jardim. Cuidem do coração. E o amor aparece.

Pastor Longuini

COMPREENDER O AMOR? Não é preciso.

Clarice Linspector afirma que não precisamos compreender a vida, porque viver ultrapassa todo entendimento. O sábio Salomão afirmou que também não compreendia o amor entre um homem e uma mulher. Quanto mistério! De fato o amor não precisa de compreensão, porque amar ultrapassa toda compreensão. Será que conseguimos compreender a doação, o perdão, a entrega, os sonhos sonhados juntos. A parceria, a cumplicidade daqueles que se amam. E não falo só de marido e mulher. O olhar terno do filho ou da filha. A peraltice do neto ou da neta. O abraço forte do amigo que estava distante. Não. Não é preciso compreender o amor. Assim como não compreendemos uma noite linda de lua cheia. Basta apenas contemplar. Pastor Longuini

AMAR É SABER QUE O MELHOR LUGAR DO MUNDO É O ABRAÇO DA PESSOA AMADA.

 

A frase acima não é minha. É da Fabiana que no dia 30 de março se casou com o Hugo. O lindo local escolhido foi o restaurante QUATRO ESTAÇÕES, na Ilha da Gigoia,  Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Celebrei o casamento. Os noivos fizeram os votos e nos votos da Fabiana essa frase linda foi esculpida no coração de todos. O noivo chorou do inicio ao fim. Chorou porque sabia que o seu abraço havia sido escolhido por sua amada para ser o ninho que abrigaria os dois. Os dois são de famílias gaúchas e tornam a vida no Rio de Janeiro mais feliz com muito churrasco, chimarrão, vinho, familiares e amigos. Assim foi a cerimônia. Alegre, descontraída, gente bonita e simpática, vista e cheiro de mar. Noivos apaixonados e corações cheios de amor. Que se amem e se abracem muito.

 

AMAR É VER NOS OLHOS DO OUTRO A LUZ QUE TE GUIARÁ PELA VIDA INTEIRA

O amor pode ser um grande mistério! Quando conseguimos vivenciar essa grande aventura que é o amar, experimentamos algo novo em nossas vidas. O amor com que nos amamos, muitas vezes não cabe na vida “mediocre” que muitas vezes levamos. O cotidiano pode matar o amor e a paixão. Então é necessário que a cada dia, cada instante, cada amanhecer e anoitecer, recuperemos a ternura de olhar bem dentro do olha da pessoa amada, bem lá no fundo, e descobrir que lá dentro existe uma luz, e essa luz nos guiará pela vida inteira. Mas não é a vida inteira até o final, na hora da morte. Não! Ela nos guiará em toda plenitude da vida. Ainda que essa plenitude dure apenas aqueles instantes que durarão o olhar meigo, sincero, desejoso, fraterno, amigo e cheio de esperança.

Beijão

pastor Longuini

 

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