QUANDO MORAMOS NUM ABRAÇO, A CASA VIRA UM LAR, E O LAR É MAIOR QUE O MUNDO.

Completei 60 anos.  Nada disso!!! Como diz meu querido irmão e ovelha Daniel Nascimento, apenas 60 quilômetros. Adorei! Foram cinco dias de comemorações. Culto na querida Igreja Presbiteriana do Rio Comprido. Almoço com amigos e familiares, presentes, mensagens, telefonemas, etc.. Sou grato a Deus por tudo que ele me deu e me tem dado. Sou grato à vida por tudo que ela me dá. “Gracias a la vida que me há dado tanto”. Nasci no interior de São Paulo, Jaú, cidade que amo. E ali me formei como cidadão convivendo com meus familiares, caipiras como eu, e aprendendo a ser gente através das lutas e necessidades da vida.

Na porta do nosso apartamento aqui no Rio minha esposa colou uma plaquinha com os seguintes dizeres de Marla de Queiroz.  “Tão bom voltar pra casa quando se mora num abraço”. É exatamente isso que experimentei nesses cinco dias de festas. Eu voltei pra casa e fui abraçado pela minha esposa, que é uma guerreira, companheira, cúmplice, morena linda, que ama minha família e tem um carinho especial pelos meus netos, minha musa inspiradora, amiga, amante. No sábado chegaram a Susana o Bruno e o Theo. O pequeno apartamento ficou cheio. Cheio de tudo. Mas especialmente cheio de amor e carinho. O neto bagunçou tudo, gosta de batuque, adora música e dançar, não para um segundo. O genro é excelente mestre cuca, minha filha é um furação. Tudo estava indo muito bem e a festança continuava, com muito vinho e massa deliciosa, assim somos os italianos. Segunda-feira pelas dez da noite toca a campainha do apartamento. Eu abro. E vejo três crianças sorrindo marotamente. Que surpresa magnífica. Meu filho Thiago, minha nora Paloma e os netos João Gabriel, Maria Flor e Eva Rosa. Chegaram de surpresa cindo de Pirenópolis, Goiás. Ainda bem que meu coração está bem. Que alegria. Todos sabiam menos eu. Tudo havia sido planejado por eles. O que já estava bom ficou ainda melhor. Não consigo explicar a alegria que senti ao ver todos junto comigo. A família reunida. Alegre, feliz.

É assim que a gente mora num abraço. E é assim que a casa “pode ser a menor da terra, mas o amor é o maior do mundo”. Voltei pra casa, sem nunca ter saído dela, e fui abraçado por essa família linda que Deus me deu. Vi meu pequeno apartamento se transformar num lugar maior que o mundo, sim um lugar para abrigar todos os amigos, amigas, familiares, e meus dois cachorros, Platão e Kant e a cachorra Preta. É tão bom se sentir amado e amar. É tão bom receber o abraço e as palavras de incentivos de familiares e amigos. É tão bom receber tantas mensagens. É tão bom sentir a bênção de Deus que se renova no amor de todos por você. Afirma Leon Tosltói: “a verdadeira felicidade vivenciamos nas alegrias em família”. Melhor ainda é quando a família toda cabe dentro de um abraço. Luiz Longuini Neto.