NÃO HÁ AMOR SEM LIBERDADE

Visitando uma das casas de Pablo Neruda em Isla Negra no Chile, deparei-me com parte de um poema que ele escreveu para a sua amada Matilde, inscrito numa das paredes da casa: Não te prometo nada. Só prometo fazer com você o que a primavera faz com as cerejas”. A liturgia tradicional de casamento fazia com que os noivos prometessem muitas coisas. Promessas que escravizam. Quem ama não prende ou escraviza. Que tal se ao invés de promessas: desejos. O desejo nos faz voar nas asas tranquilas e fortes da liberdade. Desejar que o outro floresça como uma flor na primavera. O verdadeiro amor faz com que a pessoa que amamos torne-se livre e assim cresça, se emancipe, se realize. Como cantam Ivan Lins e Vitor Martins: “Quem me dera amor, quem me dera….te dar tudo, te dar companhia, te dar alegria…” Quem me dera amor….quem me dera….. te ver assim sorrindo, como entrastes na igreja….como uma rosa na primavera.

Pastor Longuini